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Aprender a Surfar - Manobras Básicas de Bodyboard

Aprender a Surfar - Manobras Básicas de Bodyboard

29 de Novembro de 2013 às 01h22

A partir daqui, tudo se resume às manobras. No fundo, aquilo que faz do bodyboard um desporto radical, por vezes, de risco.

Comecemos pelas manobras mais elementares, que servirão para "aquecer" para as manobras mais arrojadas:

BOTTOM-TURN

Encontras-te a cortar a onda. Forma-se um lip majestoso, como que um presente de Poseidon num dia de boa disposição.

E agora? O bottom-turn é o movimento exactamente anterior à manobra. Bem, isto é o que normalmente acontece se a onda for grande e permitir criar bastante velocidade e projecção. Já em ondas pequenas, se for apenas para rodar (fazer 360º ou belly spin), então, provavelmente, não irás necessitar de fazer qualquer bottom-turn. Mas para as outras manobras, seja mar pequeno ou grande, o bottom é o que ter permite realizar uma manobra de modo eficaz.

O bottom-turn é o movimento que fazes para ir de encontro ao lip da onda de modo a executares uma manobra. Permite gerar velocidade e projecção para que a possas realizar em condições.

Vejamos o conceito prático: se a onda que apanhaste for esquerda, com a ajuda da tua mão direita, levantas um pouco a prancha (no caso pelo rail direito) e inclinas-te para a esquerda. Se a onda for direita, então é fazer o oposto.

A quando desta inclinação – que é feita, obviamente, com a ajuda do tronco -, apenas o teu rail onde se encontra o braço oposto à onda que apanhaste (ou esquerda ou direita), é que se encontra a tocar na água. É esta curva, esta subida na onda que te permite adquirir a velocidade e projecção necessários para bateres no lip.

Mas tem em atenção: se ao dropares fores para uma base da onda que se encontra um pouco flat, vais perder velocidade para executar o bottom e, como resultado, não vais sacar nada a não ser uma “baguete” de manobra.

Outra questão é a seguinte: o bottom não é utilizado apenas quando pretendes realizar uma manobra. Pode acontecer apanhares uma onda bastante tubular e necessitares de fazer um bottom de modo a colocares-te mais na parede da onda para que o lip desta passe por cima de ti. O bottom permite que executes este movimento de modo rápido, e não percas a onda.

CUTBACK

Isto sim, já é uma manobra propriamente dita. E é uma manobra que deves conseguir dominar bem cedo, pois é o perfeito auxiliar para muitas outras manobras.

O cutback é um regressar à onda. Quando apanhas uma onda e andas nela, pode acontecer ires parar a um ponto da onda que é mais flat, fazendo com que percas velocidade. O cutback vai permitir-te regressar à onda.

Quando te encontras num ponto mais lento ou simplesmente queres voltar à zona power da onda, para realizares o cutback, tens de descrever um arco para regressares ao seu ponto mais forte.

Elevando a prancha do lado correspondente à onda que apanhaste (com a ajuda do tronco) e exercendo pressão para baixo no lado oposto, vais realizando um movimento semi-circular de regresso à base da onda. Quanto mais pressão exerceres sobre o rail, mais “spray”vais conseguir criar.

Quando terminas o movimento, com a ajuda do peso do tronco, regressas à posição normal em cima da prancha, e continuas a andar na onda.

Esta manobra tem tudo a haver com o rail. É ele que te permite descrever um arco e dar um bom “spray”, o que torna a manobra mais agradável e arrojada à vista.

360º/ BELLY-SPIN

O belly spin, ou 360º, é das primeiras manobras a ser praticada logo de início. É uma manobra de fácil execução, mas que requer algum treino constante, até por uma questão de estilo.

O objectivo da manobra é, tal como o nome sugere, completar uma volta de 360º. Esta rotação é feita no sentido da onda, isto é, se a onda for esquerda, então vais rodar para o teu lado esquerdo, se for direito, rodarás para o teu lado direito.

A chave para esta manobra é o posicionamento físico na prancha. Os passos para a boa execução do belly são os seguintes:

  1. O que te vai permitir rodar, é a força que exerces com o lado oposto ao da onda, mas de encontro à onda, isto é, se a onda é esquerda, a pressão que irás exercer será do lado direito do teu tronco;
  2. Para iniciares a rotação, moves o teu tronco para a frente da prancha, auxiliando-te do teu ombro do lado oposto da onda (o direito se a onda for esquerda, ou vice-versa) para impulsionar para o lado que vais rodar;
  3. Quando te encontras a rodar, certifica-te que estás completamente equilibrado com a prancha, de modo a que não levantes água, para não perderes velocidade;
  4. Para ajudar ao equilíbrio, deves levantar as pernas. Para manteres um bom estilo, cruza-as.

Se tiveres problemas em completar a manobra, pode dever-se a algum destes factores: ou devido à falta de velocidade, ou mau timing na execução da manobra ou ambos.

Para ajudar à execução da manobra, quando esta é realizada de um modo lento ou numa onda que não proporciona muita velocidade, existe um pequeno truque por vezes utilizado, mas, normalmente, como último recurso: é colocar a mão que se encontra no rail lateral um pouco dentro de água, sem que se note tal movimento. No princípio, quando começares a praticar o 360º, poderás vir a tentar rodar colocando o braço, cuja mão se encontra no rail lateral, dentro de água. Verás que rodas sem problema algum. A mão funciona como centro do movimento circular que vais executar. Um pouco como desenhar um círculo com um compasso. A pequena agulha é o centro do círculo no papel enquanto rodas a ponta de carvão. No caso do 360º, é igual.

Mas tenta treinar sem colocar o braço. Verás que não é fácil no início, mas não desistas à primeira adversidade. Certifica-te, também, que a tua cabaça está virada para o lado que vais rodar. Ajuda imenso ao movimento.

Não te esqueças: no fim do belly, tens de voltar a equilibrar o corpo no centro da prancha.

DROP AÉREO / FREEFALL

Bem, isto não é propriamente uma manobra. Isto acontece, por exemplo, quando a onda é demasiado cavada e nos encontramos no topo da onda. O que acontece é que não a consegues dropar, fazer o take-off, pois vais embicar. Aqui, a onda vai lançar-te para a frente. Ficas completamente fora da onda, e cais na sua base.

O principal a reter é: na queda, tens de te certificar que a prancha se encontra exactamente paralela à base da onda. O nose tem de estar a apontar para a praia. Caso contrário, mandas um baldo enorme.

Tem atenção, numa onda grande, um baldo destes pode ser bastante sério, sendo que te podes magoar com gravidade. Um drop aéreo transmite um feeling brutal, mas tem de ser bem controlado.

Bem, estás pronto para iniciares e treinares umas boas manobras básicas, para te ambientares ao material e ao desporto em si.

Para a próxima, falaremos de manobras um pouco mais complexas de se realizar... mas nada é impossível. Só precisas de uma coisa: go for it!

Ricardo Miguel Vieira

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