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Entrevista com Joana Schenker

Entrevista com Joana Schenker

10 de Fevereiro de 2014 às 18h13

O ano passado acabou da melhor maneira para ti, conta-nos como viveste esse ano e como foi levar a Taça de Campeã do Circuito Nacional de Bodyboard para a tua terra, Vila do Bispo.
A verdade é que comecei 2013 com pouca vontade de competir e consequentemente a primeira etapa do nacional correu mal onde acabei eliminada nas meias-finais. Num circuito com 3 etapas, onde contam as 3 para o ranking final isso foi logo um péssimo começo! Na 2ª etapa em Cortegaça o mar estava mínimo, mas acabei por vencer a prova e penso que isso foi fundamental para me dar pica para o resto das competições. Logo de seguida fui para o Sintra Pro, Miss Sumol Cup e ETB na Figueira da Foz, competições que correram bem e onde estava confiante a surfar. Em Novembro quando fui para os Açores disputar a última etapa do nacional senti muita pressão, pois em vários anos anteriores tive a hipótese para o título mas falhei sempre no fim…portanto mesmo com as contas favoráveis estava nervosa! A ajuda do Chico foi crucial neste campeonato, ele estava mais confiante que eu própria e isso fez-me acreditar e lutar até ao fim. O campeonato correu bem, passei os heats todos em 1º e quando acabou fiquei muito feliz mas não só por ter vencido a etapa e o circuito, mas também por ter finalmente passado essa barreira e ter alcançado um objetivo que há muito ambicionava para mim e para todos que sempre me apoiaram.

Portugal, nos últimos dias, tem vindo a ser assolado por grandes tempestades, como passas esses dias "feios"?
Sim já estou a ficar um pouco farta destes dias "feios"! Em Sagres temos algumas opções para molhar a cabeça mais protegidas, por isso tenho surfado mesmo com ondas más… Também faço sempre algum treino fora de água para manter o ritmo. De resto vou-me dedicando à culinária vegetariana e aos doces, faço uma receita nova todos os dias ;-) Muita gente não sabe mas sou terapeuta certificada da terapia de Bowen (uma terapia manual) e faço tratamentos em Sagres.

Recentemente escreveste no mundo online que na próxima época não irás competir com as Found Boards, o que te fez mudar?
Foi uma decisão pessoal em relação à importadora e não teve nada a ver com a marca propriamente dita. As pranchas são boas e sempre me identifiquei com a imagem da Found.

Muitos iniciantes desta modalidade, interrogam-se como vocês competidores de alto nível arranjam os patrocínios… Qual a tua estratégia, simplesmente esperas o contacto ou vais à luta "Daquela" marca que gostavas de representar?
Arranjar patrocínios nunca foi tão complicado como neste momento! O tempo em que as marcas contactavam os atletas já lá vai há muito! Agora é preciso andar na "luta" e estar preparado para muitas portas fechadas. É um pouco triste e desmotivador pois mesmo conseguindo o apoio de uma marca, muitas das vezes apenas se traduz em material e apesar de ser uma ajuda não paga as despesas das competições. Essa é a principal razão pela qual nunca corri um circuito mundial na integra…

Para ti qual o teu melhor momento que ficou registado em fotografia? Conta-nos como foi.

Adoro esta fotografia do Ricardo Bravo dentro de água no Zavial! Foi tirada em 2008 durante uns dias de ondas simplesmente clássicas! Este é provavelmente o meu lugar favorito para surfar.

Qual a onda que sempre quiseste surfar e ainda não tiveste oportunidade?
Tantas… Cloud 9 é uma das minhas ondas de sonho, Aussie Pipe na Australia, Puerto Escondido… E agora recentemente uma direita na India que nem sei onde fica exatamente.

Como sabes, está prestes a arrancar mais uma prova na tão famosa onda de Pipeline, como vês a participação portuguesa neste evento este ano? Pensando em todos os competidores, quais os teus favoritos?
Ainda há poucos dias saiu uma lista da comitiva portuguesa que foi para o Hawai, foram bastantes atletas e penso que Portugal está muito bem representado! Como favoritos, Isabela Sousa, Ben Player, Pierre, Mitch Rawlins se ele for competir… É difícil de dizer.

Quais são as tuas perspectivas para o ano de 2014? Deixa uma última palavra que gostavas que todo o Mundo lesse.
Não tenho expectativas concretas, sei que estou mais focada em surfar melhor e evoluir do que propriamente em competir. Adoro fazer e ver Bodyboard bonito, é nisso que me quero focar cada vez mais. Quero também apelar à comunidade de Bodyboard pois o desporto nunca precisou tanto do nosso apoio, é necessário investir e contribuir ativamente!

Obrigada InsideBB por esta entrevista, obrigada também aos meus patrocinadores!

Entrevista por Joana Carolas.

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